top of page

PSB errou, mas socialistas podem escolher acertar: Aliança com Requião Filho é tema de conversas após possível nulidade de convenção

  • Foto do escritor: Jorge Augusto Derviche Casagrande
    Jorge Augusto Derviche Casagrande
  • há 6 horas
  • 4 min de leitura

Segundo interlocutores, para o alto escalão socialista, o melhor caminho é estar na chapa de Requião Filho. E a possível nulidade da convenção denunciada por Paulo Rossi abre espaço para essa costura.


O Partido Socialista do Brasil - PSB do Paraná ainda tem tempo para rever uma decisão que, sinceramente, parece prejudicar muito mais o partido do que ajudá-lo.


Ao ceder a pressão do governador e optar por ficar fora da disputa majoritária e concentrar seus esforços apenas na eleição para a Câmara dos Deputados, a direção estadual colocou o PSB em uma posição pequena demais para a importância que a legenda possui, tanto no Paraná quanto no cenário nacional.


O PSB ocupa a Vice-Presidência da República, participa diretamente do governo Lula e ajudou a construir a frente política que governa o país. Por isso, é difícil compreender por que, justamente no Paraná, o partido escolheria ficar de fora da chapa que reúne as forças políticas mais próximas de sua própria posição nacional.


Estar ao lado de Requião Filho não seria apenas uma questão de alinhamento ideológico. Seria uma decisão política inteligente e menos acovardada. Isso sem falar que Requião Filho é quem vai fornecer o palanque para Lula no Paraná.


O PSB teria a oportunidade de indicar o candidato a vice-governador, participar da construção do programa de governo, fortalecer seus candidatos proporcionais e, principalmente, voltar a ocupar um espaço de protagonismo na política paranaense.


E bons nomes surgem como vice governador do PSB para uma chapa com Requião Filho, como Alceni Guerra e o Senador Flávio Arns, que já tem experiência como vice-governador de Beto Richa entre 2011 e 2014.


Oi Ficar de fora, por outro lado, significa assistir à eleição de longe, sem influência real sobre a disputa pelo Governo do Estado e sem qualquer garantia de espaço político depois dela, mesmo porque em cenário de projeção os números de Sandro Alex parecem cada vez piores.


E ainda sem Tony Garcia para atrapalhar a candidatura de Moro, o grupo político que conduzia esse jogo sujo, ligado ao governador, fica muito mais enfraquecido.


A discussão ganhou força depois da polêmica envolvendo Paulo César Rossi, dirigente do PSB de Curitiba, líder sindical e pré-candidato a deputado estadual.


Rossi afirmou que não conseguiu acessar a plataforma utilizada para a convenção partidária realizada em 20 de julho. Segundo ele, a reunião durou poucos minutos e serviu apenas para homologar os candidatos a deputado federal, sem que houvesse uma discussão mais ampla sobre o futuro do partido nas eleições de 2026.


A reclamação é legítima. Uma convenção partidária não deveria ser apenas um ato formal para confirmar decisões que já chegaram prontas.


Em outras palavras, Rossi deixou claro que não irá aceitar o “prato feito” pelo PSB local e pelo grupo do atual Governador.


Se pessoas diretamente envolvidas no processo não conseguiram sequer participar da reunião, é natural que surjam dúvidas sobre a forma como essa decisão foi tomada e até mesmo possível nulidade do ato.


Por isso, começou a ser defendida a realização de uma nova convenção, preferencialmente presencial, com participação mais ampla e debate efetivo sobre as alianças e candidaturas do PSB.


Até agora, não existe confirmação oficial de que uma nova convenção tenha sido marcada, ou mesmo se há alguma ação judicial que busque isso em trâmite. Mas ainda há tempo para isso, já que o prazo das convenções partidárias termina em 5 de agosto.


E existem motivos suficientes para reabrir a discussão.

A convenção realizada não definiu candidaturas ao Governo do Estado, à Vice-Governadoria, ao Senado ou à Assembleia Legislativa. Também não esclareceu de forma definitiva a posição do partido em relação às alianças majoritárias.


Além disso, os questionamentos apresentados por Paulo Rossi precisam ser devidamente esclarecidos seja pela executiva ou seja judicialmente. Se houve falha na participação de dirigentes ou pré-candidatos, o mais sensato seria reconhecer o problema e permitir uma nova deliberação.


Não há demérito algum em rever uma decisão. Pelo contrário. Em política, muitas vezes o erro maior não está em decidir mal, mas em insistir numa escolha que claramente não corresponde aos interesses do partido e sim um restrito número de pessoas dentro dele, que optam por fazer o uso do mesmo estritamente para fins pessoais.


A reunião realizada em Brasília entre Requião Filho, Gleisi Hoffmann e Geraldo Alckmin mostrou que existe espaço para uma composição mais ampla. Geraldo Alckmin representa, dentro do PSB, justamente a ideia de construção de pontes e de união entre forças políticas diferentes, mas que possuem objetivos comuns. Foi essa lógica que ajudou a formar a aliança nacional em torno do presidente Lula.


Não faz muito sentido que o PSB defenda essa união no plano nacional e, no Paraná, escolha o isolamento.

A chapa de Requião Filho é hoje o caminho mais natural para o partido. Ela reúne o PDT, o PT e outras legendas que fazem parte do mesmo campo político que o PSB integra nacionalmente.


Participar dessa chapa permitiria ao partido indicar um nome forte para a Vice-Governadoria.

Entre os nomes mencionados estão o ex-ministro da Saúde Alceni Guerra e o senador Flávio Arns.

Alceni possui ampla experiência administrativa, trânsito político e uma trajetória pública respeitada. Seria um nome capaz de agregar equilíbrio e experiência à chapa.


Flávio Arns, por sua vez, já foi vice-governador, possui forte reconhecimento público e é uma das principais lideranças do PSB no Paraná. Sua presença daria peso político, eleitoral e institucional à candidatura de Requião Filho.


Naturalmente, qualquer composição dependerá de diálogo, disponibilidade e entendimento entre as lideranças envolvidas.


Mas o mais importante, neste momento, não é sequer definir imediatamente quem será o candidato a vice. O principal é o PSB compreender que tem muito mais a ganhar participando da chapa do que permanecendo fora dela.


Partido político precisa disputar espaço, defender ideias e participar das grandes decisões. Não deveria se contentar com uma presença tímida em uma eleição tão importante.


Ao entrar na chapa de Requião Filho, o PSB poderá ajudar a construir um projeto para o Paraná, fortalecer seus candidatos e ter participação efetiva em um eventual governo.


Fora da chapa, corre o risco de passar pela eleição sem deixar marca.


Ainda há tempo para o diálogo, para uma nova convenção e para a construção de uma solução que preserve o partido e respeite suas diferentes lideranças.


O melhor caminho parece evidente. Para o PSB, é muito melhor estar junto de Requião Filho, participando da disputa e ajudando a construir uma alternativa para o Paraná, do que permanecer isolado, sem candidatura majoritária e distante das decisões que definirão o futuro político do Estado.


Conferência partidária soviética com orador no púlpito, mesa de dirigentes e plateia; faixas vermelhas com slogans em russo.

1 comentário


fcsomavilla
fcsomavilla
há 6 horas

Qual o posicionamento do deputado Luciano Dutti? A matéria não traz nenhuma informação sobre isso.

Então, podemos entender que Ducci trabalhou para o PSB fixar no isolamento aqui no Paraná?

Curtir
bottom of page